SOLUÇÃO EMPRÉSTIMOS

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domingo, 31 de julho de 2016

Com discurso popular, Kalil é lançado como pré-candidato do PHS



Ex-presidente do Atlético disse que não irá prometer obras faraônicas, mas que irá focar em propostas que possam melhorar a qualidade do município

O PHS oficializou a candidatura de Alexandre Kalil para a Prefeitura de Belo Horizonte na convenção do partido na tarde deste domingo (31). Com um discurso de linguagem simples, o empresário e ex-presidente do Atlético Mineiro disse que não irá prometer obras faraônicas, mas que irá focar em propostas que possam melhorar a qualidade dos serviços prestados e da atual estrutura do município.
“(A principal meta) É fazer funcionar, é não construir. Nós vamos funcionar o que tem. Vocabulário não importa, o que importa é fazer a coisa simples. Eles estavam complicando há 40 anos, eu fui lá e fiz em seis. Sei que a coisa simples funciona porque eu já fiz funcionar”, disse em relação à sua administração no Atlético. "Eu não quero nada faraônico, acho que não dá tempo. Acho que o Brasil está quebrado, a cidade está quebrada, o Estado está quebrado. Vender ilusão é muito ruim. Ninguém aguenta mais”, afirmou Kalil.

O deputado federal e presidente estadual em Minas do PHS, Marcelo Aro, garantiu que a legenda já tem o apoio confirmado de um partido “grande” para compor a chapa majoritária, mas que o anúncio será feito até o dia 5 pelos próprios futuros aliados.
“Temos conversado com vários partidos. Já tem um partido fechado com o PHS. Não vamos sozinhos, isso eu posso garantir”, disse.

O PHS tem hoje cerca de 25 segundos de tempo de televisão. Segundo o deputado federal Marcelo Aro, a internet será uma das estratégias para driblar o tempo curto. “Temos a internet que ajuda a minimizar esse impacto do pouco tempo de TV e temos, sobretudo, sola de sapato. É ir de porta em porta, visitar as comunidades”, afirmou Marcelo Aro.
Na avaliação de Aro, Kalil estará no segundo turno. Ele destacou o bom desempenho de Alexandre Kalil em recentes pesquisas. No levantamento DataTempo/CP2, realizado entre os dias 1º e 6 de julho, com 1.800 eleitores da capital, Kalil aparece em segundo lugar, com 9,2%. Em primeiro ficou o deputado estadual João Leite (PSDB, com 26,3% e, em terceiro, tecnicamente empatado com Kalil, a pré-candidata do PCdoB, a deputada estadual Jô Moraes.

A legenda lançou ainda na tarde deste domingo os 62 nomes que irão compor a chapa completa de vereadores. Segundo o presidente estadual da sigla, a expectativa é eleger pelo menos três vereadores para a Câmara Municipal da capital.
“O Kalil tem uma largada que nenhum candidato tem. Não tivemos nenhum evento. Hoje é o primeiro e ele já em segundo nas pesquisas. A partir de hoje (domingo), começam as aparições públicas do Kalil. Não tenho dúvida de que ele só cresce. A tendência do Kalil é o aumento e, em uma campanha pulverizada, nossas expectativas são as melhores. Temos uma chapa de vereadores que, somados, a nossa projeção é 100 mil votos”, explicou Marcelo Aro.

Sem padrinho
Com a espontaneidade que lhe é peculiar, Kalil disse que não tem padrinhos políticos e não se preocupa em falar bonito. “Ninguém quer saber quem fala mais bonito, quem está apadrinhado por quem. Eu não tenho chefe, eu não tenho padrinho. Não fui fabricado por ninguém. Então a prefeitura vai ter um chefe. Se Deus me der essa oportunidade, não tem papaizinho, chefinho. O responsável está aqui, pela mazela ou bem estar do povo de Belo Horizonte”, afirmou em discurso para os correligionários.
Durante a convenção, Kalil debateu temas como saúde, educação e segurança com eleitores. Em uma roda de conversa, ele respondeu perguntas e deixou claro o tom do seu discurso ao seu estilo espontâneo sem meias palavras. Ao ser questionado sobre problemas na saúde, disse que, se eleito irá analisar o porquê o orçamento não consegue oferecer um serviço de qualidade a todos. “O que detectamos é que o orçamento da Saúde para o ano que vem é só de R$ 3,6 bilhões. Não estamos aqui para falar que está tudo errado. O prefeito tentou fazer. Acho que houve um erro estratégico por causa dessa Copa do Mundo, isso não foi um legado, foi uma praga do Egito”, afirmou. Segundo ele, é preciso entender porque os gastos não conseguem atender toa a população. “É o jeito de fechar a torneira. Temos que descobrir onde está a torneira desses R$ 4 bilhões que um posto de saúde não pode atender bem”, disse Kalil.