SOLUÇÃO EMPRÉSTIMOS

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domingo, 24 de julho de 2016

Taxista confunde carro oficial da PM com Uber, força batida e é preso


Motorista do táxi tentou fugir, mas foi alcançado depois que bateu novamente; policiais ainda encontraram maconha no veículo

Ao se deparar com um sedã de cor preta na avenida Antônio Carlos, no bairro Cachoeirinha, região Nordeste de Belo Horizonte, na tarde deste domingo (24), um taxista resolveu provocar um "ataque" ao que ele acreditava ser um veículo a serviço do Uber. Ele acelerou seu táxi, ultrapassou o carro pela direita, invadiu a faixa central e freou bruscamente para que o motorista batesse em sua traseira. O que ele não sabia, no entanto, era que o 'alvo' se tratava, na verdade, de uma viatura descaracterizada do Gabinete Militar do Governador do Estado.

O motorista da viatura tentou evitar a colisão, mas bateu a lateral na traseira do táxi. Após o acidente, o condutor e o passageiro do sedã preto se identificaram como um soldado e major da Polícia Militar (PM), respectivamente. O taxista resolveu fugir e iniciou-se uma perseguição pela avenida.

De acordo com a PM, o taxista fez diversas manobras em zigue-zague na pista colocando em risco outros veículos e pedestres que passavam pelo local. A perseguição terminou na altura do bairro Lagoinha, na região Noroeste da capital, quando os dois veículos colidiram novamente.

Uma outra viatura, do 16º Batalhão da PM, chegou ao local para atender a ocorrência. No momento da abordagem, os militares encontraram dentro do táxi uma bucha de maconha e um cigarro com a droga pronto para uso. Além disso, o taxista se recusou a fazer o teste do bafômetro. Sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH) foi recolhida e o táxi foi removido por um reboque.

Todos os envolvidos foram levados à delegacia de plantão do Departamento de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG). O taxista foi autuado pelos crimes de dano, direção perigosa e posse de substâncias entorpecentes. Segundo a PM, o taxista negou ter batido na viatura e disse que não sabia que os homens no sedã preto eram militares mesmo depois que eles se identificaram. Ele se comprometeu a comparecer a uma audiência em um juizado especial da capital e foi liberado.

Sindicato repudia ação

O presidente do Sindicato dos Taxistas de Belo Horizonte (Sincavir), Ricardo Faedda, repudiou a atitude do taxista. O dirigente disse que soube dos fatos por meio da imprensa e pediu desculpas aos policiais em nome da associação. "Nosso posicionamento é de repúdio. Peço desculpas aos policiais militares por essa atitude", afirmou.

Faedda ainda ressalta que não é por meio de intimidação ou por outras ações violentas que os taxistas conseguirão combater o que ele chama de transporte clandestino - em referência ao Uber. "Não é dessa forma que vamos encontrar soluções para combater o transporte clandestino".

Impasse

a circulação de carros da Uber na capital. A administração municipal aguarda uma decisão sobre o impasse.
O TEMPO