SOLUÇÃO EMPRÉSTIMOS

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quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Agentes questionam diretor após reunião a portas fechadas com detentos


O diretor do Presídio Professor Jacy de Assis, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, foi indagado por agentes penitenciários após ele ter feito uma reunião com detentos e ter solicitado que os agentes se ausentassem da sala. Após repercussão do ocorrido, que deixou os servidores preocupados com a segurança, o sindicato da categoria protocolou na última semana um documento com uma série de questionamentos direcionados à direção geral. 
As perguntas foram entregues ao presídio pelo Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado de Minas Gerais (Sindasp-MG) no último dia 19 de agosto. O documento, assinado pelo advogado do sindicato, solicita que os questionamentos fossem respondidos dentro de cinco dias.

Entre as indagações, a categoria questiona quais as reivindicações feitas pelos presos, se elas foram feitas por escrito ou verbalmente, e quando ocorreram. Também é perguntado sobre o que teria sido concedido aos detentos e se haveria menção expressa sobre quais as retaliações em caso das reivindicações não serem cumpridas. 
"Quantos presos foram à sala da Direção Geral relatar e fundamentar as reivindicações? São denominados membros do PCC ou outro grupo criminoso? Qual o motivo destes reeducandos irem à sala do diretor e não o contrário, ele ir ao pátio ou aos pavilhões? Por qual motivo sua senhoria determinou que os agentes presentes se retirassem?", foram outras perguntas direcionadas ao diretor geral da unidade. 

perguntas diretor presídio


Por fim, o Sindasp interpelou sobre o fato do sindicato não ter sido acionado para acompanhar as negociações com os presos, já que qualquer das reivindicações repercutem diretamente nos servidores que representam. "A presente solicitação visa resguardar direitos inerentes à condição dos agentes da unidade", finaliza o documento. 
A reportagem de O TEMPO procurou a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), que informou que  "ações como a questionada no documento são rotina de um diretor de unidade prisional". "O conteúdo, problema discutido , assim como detalhes do fato (numero de presos, etc) não devem ser divulgados, por razões relacionadas à rotina de segurança da unidade", finalizou a secretaria.