SOLUÇÃO EMPRÉSTIMOS

SOLUÇÃO EMPRÉSTIMOS

domingo, 7 de agosto de 2016

Excelente texto, escrito por militar de uberlandia, vale a pena ler.

Opinião do Leitor

A meta do governo federal é unificar todos os sistemas de previdência, dos trabalhadores da iniciativa privada e dos servidores públicos, alcançando também os policiais militares. Se realmente for com objetivo de isonomia e igualdade, justo seria o policial ter os mesmos direitos do trabalhador comum. A sociedade e, principalmente nossos representantes políticos precisam saber e entender que, a classe de policiais não têm: FGTS, hora extra, não pode sindicalizar e nem fazer greves e trabalha a maior parte dos 30 anos aos sábados, domingos e todo tipo de feriado e festividades. Pior, trabalha em uma atividade totalmente arriscada, mas, infelizmente, não recebe insalubridade, muito menos periculosidade como o trabalhador civil.

É muita hipocrisia achar que policiais desempenham suas (atividades) funções de ofício apenas por amor a profissão. Nenhum profissional em sã consciência faria isso, pois todo ser humano almeja, um dia, constituir família e, mesmo correndo riscos, um dia quer se aposentar e voltar ao convívio merecido ao lado dos filhos e esposa. A aposentadoria (Reserva – Reforma) é apenas um reconhecimento àqueles policiais que sobreviveram ao duro trabalho, ao risco de perder a vida para defender a sociedade e possa descansar depois de ter dedicado parte da sua vida 30 (trinta) anos e não 25 como dizem no combate ao crime e na preservação da ordem pública.

A meu ver, se o governo federal optar por incluir os militares na reforma da previdência, tendo por princípio a isonomia no tratamento salarial, o rombo ficará ainda maior, haja vista o acréscimo de todos esses direitos que hoje os policiais não têm, mas que todos os trabalhadores comuns (civis) têm! Por força do artigo 42 e 142 da CF-88, os militares têm direito a um regime próprio de previdência, com administração e fundos próprios. Especificamente no Estado de Minas Gerais, a previdência dos militares foi criada em 1911 por um grupo de sargentos da cavalaria, portanto, trata-se de um instituto autônomo, que agora por ingerência, incompetência quer tirar uma das poucas conquistas que os policiais conquistaram a duras penas.

Mais uma vez, o governo quer usurpar recursos que ele não gerencia para tirar direitos em nome de uma suposta igualdade … basta fazer uma simples análise para ver o quanto os governos são inábeis na gestão dos recursos do contribuinte. A classe policial não aceitará, as associações classistas já se manifestam por todo o Estado de Minas, inclusive em Uberlândia a AMT-PMBM (Associação do Policiais e Bombeiros militares do Triangulo) estão acompanhando a questão com total atenção com seus profissionais da área jurídica. Que Deus nos livre de mais essa triste constatação de incompetência governamental na gestão dos recursos públicos, para que não queiram no futuro mexer em quem faz uma boa administração gerencial e responsável.

Diógenes Pereira da Silva
Policial militar aposentado – UDI

Correio de Uberlândia