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sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Fiscalização bate recorde no Centro de BH durante a Olimpíada


A participação de Belo Horizonte na Olimpíada mudou a rotina de fiscalizações no Hipercentro da capital mineira, que até sábado terá sediado 10 partidas de futebol e recebido 15 delegações internacionais. Tomado por camelôs, flanelinhas, perueiros, sujeira e muitos grupos de moradores de rua, o coração da cidade está no alvo de ações fiscais e do policiamento, em contraste com o que ocorre quando não há eventos de grande visibilidade. De acordo com moradores, comerciantes e pedestres que circulam pela área central, as ações vêm ocorrendo desde antes dos jogos, mas foi intensificada nos últimos dias.
Ontem, a reportagem do Estado de Minas percorreu ruas e avenidas do Centro e flagrou ações, que se estendem também para a Savassi e o Bairro Funcionários. Em uma operação integrada, Polícia Militar, Guarda Municipal e fiscais da Prefeitura de Belo Horizonte abordaram pessoas e revistaram suspeitos. Camelôs tiveram mercadorias apreendidas e infratores foram conduzidos. Na lista de materiais apreendidos estão produtos comumente encontrados no dia a dia do Centro de BH: falsos leitores de cartão de memória, água, cigarro, salgadinhos, carregadores de celular, óculos, frutas, entre outros.

Quem vive, trabalha ou passa pela região percebeu a mudança. “Moro no Centro há 35 anos e percebo que, cada vez mais, essa parte da cidade está um caos, tomada de problemas por falta de fiscalização e policiamento. A situação melhorou, de modo geral, nos últimos dias, por causa dos jogos. Mas eu quero ver como vai ficar na hora em que a Olimpíada acabar. Foi assim na Copa e não duvido que será diferente”, afirma o presidente da Associação de Moradores e Amigos da Região Central de Belo Horizonte (Amarce), Hamilton Carneiro Elian.