SOLUÇÃO EMPRÉSTIMOS

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quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Pode Isso?


A vida de um policial vale mais que a de outro policial?
Sabemos que postagens nas mídias sociais vêem sendo usadas para consubstanciar a abertura de RIP, SR e IPM; esta é a realidade do atual Comando da PMMG.
Tentando responder a pergunta do título, creio que quaisquer vidas que sejam não tem maior importância uma sobre as outras. Contudo não é isto que o Comando da PMMG acha, pelo menos o que suas ações demonstram.
Em 2014 e 2015 grande quantidade de coletes balísticos tiveram sua validade de fábrica expiradas. Como sabemos a PMMG não se preparou, como sempre ocorre, para substituir os equipamentos, que sob a ótica do fabricante e do Exército Brasileiro jamais poderiam ser usados.
Ocorre que algum ou alguns “abençoados” da DAL editaram um documento, para “tapar o sol com a peneira”, afirmando – sob sua ótica “superior”, que mesmo vencidos os coletes balísticos podem ser utilizados pela tropa. Um completo absurdo, pois se o próprio fabricante não garante que o equipamento tenha sua eficácia após o prazo de validade a tropa da PMMG tem que pagar pra ver? 
Relembrando que nenhuma vida vale mais que a outra, que vida não é negociada, que vida não pode ser colocada a prova para afirmar posicionamento de Oficiais da DAL, vemos que a situação é mais que preocupante.
Já não bastasse as Unidades estarem com grande parte dos equipamentos vencidos, vem nosso Comando e manda recolher dos Batalhões do interior os coletes que ainda não estão vencidos para serem utilizados no Batalhão Olímpico! Daí minha pergunta do título, a vida de meus colegas que estão na Capital são mais valiosas que a minha? As famílias deles tem primazia em ter sua segurança resguardada em lugar da minha família? 
Caso ocorra alguma fatalidade comigo ou com alguém aqui do interior quem será o culpado? Eu que usei um equipamento vencido ou o Comando da PMMG que não só permitiu, mas determinou que usássemos os coletes vencidos?
Vamos relembrar do Policial da Polícia Rodoviária Federal que no ano de 2015 morreu por um disparo que transfixou o seu colete. Mas que depressa os fabricante foram cobrados e responderam que quanto a validade devem ser observadas as datas que tem nas etiquetas nas placas, que não se responsabilizam por danos a integridade física daqueles que não observarem. Interessante que após esse fato é que nossa DAL, que tanto se importa com nossa apresentação pessoal dentro dos padrões, editou o documento que já mencionei.
Será que o Batalhão Olímpico enfrentará perigos maiores que os nossos aqui do interior? Mesmo que um homem bomba do Estado Islâmico resolva atacar sei que não será estes coletes que salvarão suas vidas. Mas para nós aqui do interior, que temos que trabalhar com um frota sucateada, sem armamento portátil suficiente, e agora com coletes vencidos, temos que trabalhar em operações “suicida” nas madrugadas para combater as explosões de caixas eletrônicos. Sem falar dos altos índices criminais da Região que trabalho, onde ocorrem trocas de tiros, assaltos, ameaças ao policiais, etc, etc, etc.
Fica aqui esta cobrança e desabafo ao Sr Deputado Sgt Rodrigues, que parece ser o único a nos representar e defender de verdade. Quem sabe será a única e última oportunidade, pois com essa do nosso Comando posso estar vulnerável ao bandido e amanhã ou depois estar sendo enterrado sobre honras militares; pode ser o que restar a mim ou a outro colega.