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terça-feira, 27 de setembro de 2016

Batalha do rap entre Nego do Borel e militar mineiro vira hit na web

Em apenas dez dias de publicação, foram mais de 5 milhões de visualizações, 120 mil curtidas, 65 mil compartilhamentos, e 11 mil comentários

CAMILA KIFER

Um vídeo inusitado de uma batalha de rap entre o cantor Nego do Borel e o soldado da Polícia Militar (PM) Thomás Vieira, lotado na cidade mineira Visconde do Rio Branco, na Zona da Mata, se tornou hit nas redes sociais. Em apenas dez dias de publicação, foram mais de 5 milhões de visualizações, 120 mil curtidas, 65 mil compartilhamentos, e 11 mil comentários.

O curta, de pouco mais de 3 minutos, foi postado pelo cantor em sua página do Facebook no dia 17 de setembro. Na legenda, Nego do Borel brinca, dizendo que perdeu a batalha, mas envia um recado para o militar: "vai ter volta".

A história começou quando o cantor parou para abastecer o carro em que estava em um posto de combustíveis na MG-265, quando voltava de um show na cidade de Viçosa, localizada na mesma região.

"O frentista me disse que se tratava no Nego do Borel. Eu logo fui até o carro e, fardado, me apresentei como policial. Ele foi super solícito e eu contei que também faço rap e que até tenho um projeto chamado Rima Rica, que tem como objetivo levar o rap para as escolas públicas de periferia de Viçosa e região", explicou o soldado Thomás Viera Souza, de 28 anos.

Emocionado com a história do policial, Nego do Borel desceu do carro, entregou o seu próprio celular para um amigo, desafiou o militar para uma batalha de rap e pediu que esse gravasse tudo.

"Comecei cantando uma canção que fiz para a cidade de Visconde do Rio Branco. Ele também fez a rima. Em seguida, conversamos um pouco. No geral, um militar que faz rima causa estranheza, mas o Nego do Borel só teceu elogios", lembrou feliz o militar.

História entre a polícia e a música

Vieira integra o quadro da Polícia Militar (PM) há seis anos. Nos últimos dois, o tempo entre o trabalho realizado no patrulhamento da cidade de Visconde do Rio Branco tem se dividido com o as composições do hip hop.

No Batalhão da PM, ele é conhecido como solado. No mundo artístico, ele também usa a designação nas suas apresentações. Para Vieira, um trabalho completa o outro e ele afirma que seus colegas de farda entendem muito bem essa relação.

"Os outros militares entendem esse meu envolvimento com o rap e o hip hop. A música e a arte em si têm esse cunho de aproximação social. E a Polícia Militar, há bastante tempo, tem se preocupado mais com a relação com a comunidade. Quando temos esse trabalho e preocupação com o próximo isso ajuda no policiamento e na relação com a população", pontuou.

Projeto Rima Rica

Além da vida atribulada, entre o trabalho desempenhado na Polícia Militar e o hip hop, Vieira ainda encontrou tempo para se dedicar aos estudos. O militar está cursando o último período de Geografia na Universidade Federal de Viçosa.

Thomás Vieira está na Polícia Militar há seis anos

Vieira aproveita os ensinamentos adquiridos na sala de aula, e além da experiência conquistada como militar e como cantor, para ajudar na formação de crianças da região.

O objetivo do projeto Rima Rica é levar a rima, o rap e o hip hop para dentro das escolas públicas de periferia de Viçosa e das cidades da região. Atualmente, 800 crianças são atendidas pelo projeto.

"Desenvolvemos várias oficinas nas escolas. Usamos as rimas para falar sobre geografia, a cultura negra, o grafite, a disciplina e a música. A criançada fica maravilhada e conseguimos ajudar na formação delas. Colaboramos para a formação de uma sociedade mais comunitária e isso é muito importante", se orgulha o militar rapper.

Para saber mais sobre o trabalho no projeto Rima Rica, basta acompanhar a página do projeto no Facebook ou a página no Youtube. Fique por dentro também do trabalho do solado visualizando a sua página no Facebook.

Com as informações:

Jornal O TEMPO