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terça-feira, 20 de setembro de 2016

Dia de festa para o Homem-Morcego


Fonte:OTempo

Como todas as coisas que tem um dia para chamar de seu, ontem foi comemorado o “Dia do Batman”. Criada há dois anos, durante o 75º aniversário do personagem, essa celebração anual dos fãs foi introduzida pela DC Comics para honrar o legado deste ícone da cultura pop. Desde 2014 a editora combina forças com milhares de lojas de quadrinhos, livrarias, escolas e bibliotecas ao redor do planeta, inclusive no Brasil, para trazer aos seguidores do Maior Detetive do Mundo eventos e festas em homenagem ao protetor de Gotham City. “Ainda não conhecia a data. Mas acho que é uma boa oportunidade para reler histórias marcantes, como o ‘Batman: Ano Um’ (1987), de Frank Miller e David Mazzucchelli, ou a já famosa ‘Batman: O Cavaleiro das Trevas’ (1986)", diz o artista Eduardo Pansica.
Ele teve seu primeiro contato com o herói através do desenho animado “Super Amigos”, na década de 1980, e chegou a desenhar o personagem profissionalmente para nova versão da “Detective Comics”, em 2011. “Passei a admirar ainda mais o personagem com o filme ‘Batman’ (1989), de Tim Burton, e com série de televisão ‘Batman: A série Animada’ (1992), de Bruce Timm.
Através dessa série pude conhecer mais do universo do personagem e principalmente da grande e ótima galeria de vilões do herói. Confesso que não lembro a primeira história em quadrinhos que li. Mas lembro da primeira vez que li "O Cavaleiro das Trevas", de Miller. A história era muito diferente se comparada às outras da época. O contato com esse material foi uma experiência muito rica. Fiquei impressionado com a narrativa e não é atoa que é reverenciada até hoje”, lembra.
O designer Daniel Pessoa, do vlog mineiro “Clube do Quadrinho”, diz que sempre passou o dia de mobilização em prol do Homem-Morcego acompanhado dos seus DVDs de “Batman Eternamente” (1995) e “Batman & Robin” (1997), além da coleção de quadinhos. “Comecei a gostar do Batman quando o Bane quebrou a coluna dele, lembra? Depois disso fui correndo atrás dos clássicos”, afirma.
Plutocrata autoritário. Nascido de uma família rica, Bruce Wayne, a identidade nada secreta de Batman, representa em grau máximo o mito da aristocracia para o bacharel em filosofia Rafael Navarro. “Enquanto houver um Wayne cuidando de Gotham, a cidade funciona e, apesar de haver crime quando os pais do herói ainda eram vivos, a situação se deteriora mesmo quando Bruce sai viajando pelo mundo. Quando ele retorna, a cidade está do pior modo possível. A máfia e a corrupção da prefeitura são os inimigos. Chegaram a tal estado na ausência de um Wayne. Depois disso, quando o Gordon torna-se comissário, a polícia aceita trabalhar nos termos do Dono da Noite, e há até um Bat-sinal. Assim ela deixa, milagrosamente, de ser estruturalmente corrupta”.

Minientrevista

Eddy Barrows, quadrinista

Como você avalia o atual situação do personagem na DC Comics?
O Batman está passando por seu melhor momento, com a série “Rebith” da DC. Estamos resgatando bastante da essência do herói e dando destaques a outros personagem que compõe o universo do Homem-Morcego. Me refiro a revista do “Detective Comics”, em que o roteirista (James Tynion IV) está fazendo um trabalho brilhante e a crítica especializada tem sido unânime nos Estados Unidos.
Na sua visão de artista, como os filmes, games e outros produtos derivados do herói impactam seu trabalho?
Eles influenciam muito pouco ou quase nada. Eu não sou um grande fã de games, mas adoro cinema, só não o suficiente para que isso influencie no meu trabalho. Minha linha de pensamento para o Cavaleiro das Trevas é bem diferente do que está sendo usada nas telonas. A cidade de Gotham que faço, por exemplo, é mais inspirada na década de 1940, um tanto gótica, sombria e, ao mesmo tempo, charmosa. E o Batman não é só cara mal-humorado fantasiado de morcego, mas, sim, um homem por trás da máscara, com as cicatrizes do passado, revoltado, preso dentro de si mesmo.
Quais as dificuldades de se desenhar momentos chaves do personagem? [Alerta de spoiler! Barrows é responsável por ilustrar a série que mostra a morte de Tim Drake, terceiro personagem a usar o codinome de Robin]
Adoro desenhar histórias marcantes. Espero que seja algo que possa ser lembrado por muitos anos. Confesso que não é perceptível tamanha responsabilidade na hora que estou trabalhando. Aliás isso nem me vêm à mente. Só tenho essa dimensão quando a revista chega às mãos dos leitores. Para mim, todas as edições são desenhadas de forma especial, mas a edição #940 veio com muitas recomendações editorias. Estava claro que tinha algo maior nas mãos e tenho que agradecer aos meus editores por tamanha confiança. Quanto à morte do Tim, bem, não quero estragar essa nova surpresa para os fãs que preparamos com tanto carinho.
O que você acha do quadrinista Geoff Johns como a principal mente por trás da versão cinematográfica do personagem? Como foi trabalhar com ele nas história do “Lanterna Verde”?
Desenhar “Green Lantern”, e também trabalhar junto com ele no prelúdio da saga “Blackest Night” (2009–10), foi uma experiência maravilhosa. Geoff é um cara apaixonado por quadrinhos e pelos heróis da DC. É possível perceber isso ao conversar com ele, um verdadeiro nerd, no melhor sentido da palavra. É o cara certo para o cargo que a Warner deu a ele. Agora, sim, os fãs podem esperar filmes de excelente qualidade com tudo que queremos ver nas telas.
Qual é seu item predileto do cinto de utilidades do Batman?
Creio que as bombas de gás. Elas dão um efeito legal pra desenhar, geralmente coloco esse acessório na parte de trás do cinto. Espero que em breve a DC me permita modificar um pouco mais o visual do novo Bat-cinto de utilidades e, quem sabe, até agregar alguns itens. Não custa sonhar!