SOLUÇÃO EMPRÉSTIMOS

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quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Inquérito apura autoria de tiros que atingiram presos no Ceresp




Fonte : Diário do aço
A apuração sobre a autoria dos dois tiros que tiraram a vida do detento Eduardo Henrique de Souza, 24 anos, estão sob responsabilidade da Polícia Civil, que abriu inquérito para definir as circunstâncias em que ocorreram os tiros que deixaram um morto e oito feridos. A informação é da Secretaria de Estado de Defesa Social. 

Eduardo foi morto no confronto entre os presos e os agentes de segurança prisional, na madrugada de segunda-feira (19), quando 574 presos tomaram o controle parcial do presídio, se recusaram a voltar para as celas e incendiaram tudo o que encontraram pela frente.



Os agentes relataram que, lançando pedras, os presos estavam na iminência de acessar “pontos sensíveis” da unidade, para uma fuga em massa. Também alegaram que os rebelados tinham o objetivo de chegar ao prédio onde são guardadas as armas de fogo e munição. 

A diretoria autorizou a entrada de agentes com munição letal para conter os presos, que também estavam de posse de objetos perfuro-cortantes e recipiente com álcool. Foram utilizadas pelos agentes penitenciários três armas de fogo que foram apresentadas e recolhidas: duas carabinas e uma pistola Taurus, todas, de calibre 40. 

Os detentos alegaram que a rebelião se deu por maus tratos praticados contra seus familiares em dias de visita e constantes buscas e operações na carceragem. Essas buscas resultaram na apreensão de telefones celulares, drogas, facas e serras entre outros produtos ilegais. Nenhum preso soube informar nomes dos agentes que efetuaram disparos, embora tenham afirmado que partiu deles os tiros que mataram um e feriram oito. 

Viúva

A mulher do preso morto, Ana Luiza Moura, disse ao Diário do Aço, na noite do velório, que soube da rebelião por volta de 5h. 

“Logo depois soube que meu marido estava morto com balas de calibre 40. Ele deixou uma filha de um ano e nove meses. A última vez que o vi com vida foi na visita de sábado. Hoje recebi a pior notícia que pode existir”, reclamou a jovem.

Eduardo Henrique cumpria pena por porte ilegal de arma de fogo e tinha passagens pela polícia, por furto.