SOLUÇÃO EMPRÉSTIMOS

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segunda-feira, 26 de setembro de 2016

"O sangue derramado pela farda é o mesmo que ainda hoje faz as famílias de muitos policiais chorarem."



O clima na cidade ainda era de Réveillon. As luzes do Natal ainda iluminavam as principais avenidas. O contraste da alegria estava no saguão do Hospital. Ali, uma família aguardava, apreensiva, por notícias do policial, atingido por estilhaços de bala durante uma abordagem a suspeitos. Naquela madrugada, o militar entraria para a lista de policiais mortos em serviço.



A notícia da morte causou dor e revolta. Enquanto a família chorava publicamente, pedindo justiça, policiais tentavam se manter firmes diante da perda do colega. No velório, muitos desabaram. O choro, antes contido, agora era declarado. Lamentaram a morte de mais um irmão, mas viram ali, também, algo que poderia acontecer com eles. 
Uma irmã do guerreiro em óbito lembrou que os boatos sobre um policial que havia sido baleado surgiram nas redes sociais. “Alguém me disse...ei, o Bola foi baleado”, contou. Bola era o apelido do policial entre familiares e amigos. “Quando cheguei à casa da minha cunhada (mulher do pm), ela assistia TV tranquilamente. Ainda não sabia de nada. Até então a Polícia Militar (PM) não tinha nos informado nada”, disse. 
Ainda completou; "Meu irmão orgulhava de ser policial militar". No hospital, ela ainda teve a chance de conversar com o irmão naqueles instantes que seriam os últimos. O policial deu entrada no hospital consciente e orientado, conforme boletim emitido pela PM, mas horas depois veio a falecer devido a complicações.