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sábado, 29 de outubro de 2016

Assaltos com morte avançam 63% em Minas, aponta fórum de segurança


Com a morte da empresária Idalete Cláudia Borges dos Santos, de 52 anos, há exatamente um ano, subiu para quatro o número de pessoas executadas por ladrões na Grande BH em um intervalo de apenas três dias. Em outubro do ano passado, o total de ocorrências de latrocínio já havia superado o ano de 2014 inteiro. Até agosto do ano passado, ainda sem incluir as mortes de setembro e outubro, Minas já havia contabilizado 63 casos de latrocínio (média de 7,8/mês), a mesma quantidade de 2014, e depois, 2015 ainda teve mais 40 mortes.

Idalete foi assassinada com um tiro nas costas no apartamento onde vivia com a família, na Rua Rio Madeira, no Bairro Amazonas, em Contagem, por um assaltante que invadiu o imóvel. Um dos filhos da empresária, F.B.S., de 24, também foi baleado. O disparo acertou o ombro do rapaz e a bala perfurou o pulmão, mas ele passou por cirurgia e sobreviveu.

Na mesma semana, o taxista e policial militar reformado José Ribeiro Filho, de 68, foi morto com cinco tiros no Bairro Califórnia, Região Noroeste. O engenheiro ambiental Flávio José Fróes de Oliveira, de 48, foi baleado durante arrastão a um prédio no Bairro Calafate, Região Oeste. No mesmo dia, o estudante Thales Martins das Costa Filho, de 27, foi assassinado a facadas na Avenida Francisco Sales, Bairro Floresta, Região Leste.

De acordo com Robson Sávio Reis Souza, membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e coordenador do Núcleo de Estudos Sociopolíticos da PUC-Minas, nos dados gerais, Minas teve uma leve queda nos homicídios dolosos. Foram 4.288, em 2014, contra 4.176, em 2015 (veja quadro). O aumento do latrocínios não foi somente em Minas, segundo ele. “Os números gerais de crimes letais continuam altíssimos. Pode ser que hoje você tenha uma melhor forma de registro desse tipo de ocorrência, porque os meios de informação dos estados foram aprimorados com o advento do Sistema Nacional de Informação Criminal do Ministério da Justiça, implantado a partir de 2014. Obviamente, isso faz com que a qualificação dos dados, com o tempo, vá se aprimorando”, disse o especialista.


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