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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Pimentel diz que Operação Acrônimo é 'amontoado de irregularidades'


O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), disse neste domingo (30), durante seu voto, que a Operação Acrônimo, da Polícia Federal, é um "amontoado de irregularidades". Ele foi indiciado duas vezes pela PF por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro durante a campanha eleitoral de 2014, quando foi eleito governador.

Em setembro, o ministro Herman Benjamin, do Superior Tribunal de Justiça, autorizou o segundo indiciamento. Conforme a investigação, Pimentel supostamente recebeu propina quando era ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior para facilitar a liberação de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a projetos da Odebrecht no exterior.
O indiciamento tem como base a delação premiada do empresário Benedito Oliveira, o Bené, que afirmou que a Odebrecht pagou propina a Pimentel. Segundo Bené, as tratativas com a Odebrecht começaram em maio de 2013, quando a empreiteira indicou que poderia financiar a campanha de Pimentel ao governo de Minas Gerais em 2014.
O governador também disse que, agora, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) vai avaliar se autoriza ou não abertura de processo penal contra ele na Acrônimo. Pimentel disse que a Casa é soberana na decisão.
"Isso que se chama Operação Acrônimo é um amontoado de irregularidades e legalidade. Então, nós vamos provar a seu tempo. E eu acho que a Assembleia vai levar isso em conta. Ela é soberana", disse o governador.
No momento do recebimento da notificação do STJ na Assembleia Legislativa, o advogado do governador, Eugênio Pacelli, reafirmou que a denúncia é vazia de conteúdo e que ela não se baseia em provas concretas.