SOLUÇÃO EMPRÉSTIMOS

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quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Roubos a caixas eletrônicos sobem novamente em Minas


A calma das madrugadas é interrompida por um estrondo e pelos estilhaços de concreto, aço retorcido e vidro que voam por todos os lados. Muitas vezes, à explosão se seguem tiros e gritos, em uma cena que vem se tornando comum para moradores de cidades mineiras que convivem com frequentes ataques a caixas eletrônicos. Somente de janeiro a agosto deste ano foram 153 ocorrências, segundo a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds). O número é 34% maior do que os 114 do mesmo período do ano passado e continua crescendo: o último caso aconteceu na madrugada de ontem, em Carandaí, na Região Central de Minas, onde criminosos explodiram máquinas em duas agências.
O número de ataques a terminais eletrônicos neste ano já se aproxima do total registrado em 2014, quando houve 173 registros em 12 meses. E os criminosos estão mudando de tática: de acordo com a Polícia Civil, devido à intensa fiscalização sobre a venda e uso de explosivos industrializados, que é atribuição do Exército, os assaltantes passaram a usar também artefatos artesanais, feitos com tubos de metal e pólvora. Dependendo da composição da bomba, o efeito pode ser semelhante ao da dinamite.

De acordo com o subinspetor do Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp) Eber Alexandre de Oliveira, as ocorrências têm sido mais frequentes no interior do estado. “Houve queda considerável nas explosões em Belo Horizonte e região metropolitana, devido às ações preventivas e investigações”, afirma. Segundo ele, no ano passado a Polícia Civil em Poços de Caldas prendeu uma quadrilha de São Paulo responsável por vários assaltos no Sul de Minas, onde também foi registrada redução nas ocorrências.

De acordo com o policial, investigações mostram que quadrilhas que agem no Norte de Minas também vêm de fora: saem da Bahia para atacar em território mineiro, o que dificulta as investigações. “Eles vêm para cá, explodem os caixas e voltam para os locais de origem. Mas nada impede que a gente possa atuar em outro estado”, informou o subinspetor.