SOLUÇÃO EMPRÉSTIMOS

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quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Segundo estudo, policiais de folga têm 6.000% mais chance de morrer em assaltos



Numa manhã de setembro, Blaier Valença, de 29 anos, voltava de carro para casa após um dia de serviço. Em Deodoro, na Zona Oeste, o soldado foi abordado por assaltantes, que o identificaram como PM. Baleado, ele morreu um mês depois — sua mulher, também policial, havia sido assassinada em junho, atingida por um tiro na cabeça enquanto trabalhava. O drama vivido pela família de Blaier está longe de ser um caso isolado: um estudo do Instituto de Segurança Pública (ISP) apontou que policiais de folga, no Rio, têm 5.887% mais chance de virarem vítimas fatais em tentativas de assalto do que pessoas de outras profissões.

O relatório, divulgado no site do ISP, analisou casos ocorridos entre janeiro e novembro do ano passado. No período, 20 agentes da lei — cinco policiais civis e 15 PMs, incluindo Blaier — foram vítimas de latrocínio (termo técnico para o roubo seguido de morte). O número representa um sexto do total de ocorrências no estado ao longo dos mesmos 11 meses (121).