SOLUÇÃO EMPRÉSTIMOS

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sábado, 8 de outubro de 2016

SER ESPOSA DE MILITAR...


O que você pensa quando seu namorado ou esposo fala "estou na rua, mais tarde falamos"? A maioria das pessoas pensa: "beleza!", daqui há pouco a gente se fala. Depois do horário do expediente, ele vai prá casa. 18h, quem sabe 19h... Logo, logo a gente se vê. Chega a ser tão normal que, a maioria das pessoas, interpreta o "depois falamos" como algo sem importância, corriqueiro. Afinal, todo mundo trabalha, todo mundo é ocupado, todo mundo tem seus compromissos e não está disponível o tempo todo, não é mesmo?! Mas, sabe o que eu penso a casa vez que meu marido fala "tô na rua" e me diz que "depois nos falamos"? Olha meu amigo... não é fácil dizer o que eu penso... porque eu penso tanta coisa... Eu penso que, a qualquer momento, ele pode estar em uma situação de perigo. Confronto, perseguição, tiroteio, morte! E é normal pensar isso, afinal ele é policial e situações como essas fazem parte da rotina de qualquer um que escolha essa profissão. Mas, o confronto em si não é o problema... A situação complica quando eu penso que, nessa hora, a arma dele pode falhar (como já falhou)... quando lembro dos coletes vencidos ou, então, quando, por um segundo, me vem à cabeça a ideia de o colega, cansado, pode não conseguir dar o apoio que ele vai precisar nessa situação de perigo porque passou 12 horas fazendo bico antes de encarar aquela 41 para complementar o salário que, além de pouco, vem parcelado.

Eu penso tanta coisa que nessa hora só me resta rezar. Rezar e pedir a Deus que ilumine o pai dos meus filhos para que, naquele momento, ele possa ser o mais rápido. Para que quando o bandido (cada vez mais bem armado) puxar da arma, da metralhadora ou do fuzil, ele possa ser ágil o bastante e se defender e defender as pessoas que estiverem ali, dependendo da proteção dele. Eu rezo (e muito!) para que ele possa voltar vivo prá mim, prá nossa vida, pros nossos planos. Pra que ele possa voltar inteiro e a salvo, exatamente como quando nos vimos antes de ele "ir prá rua". Sabe aquela frase "antes a mãe do vagabundo chorando do que a minha"? Pois é, nessas horas eu sempre penso: "antes a mulher do vagabundo chorando do que eu". Se o vagabundo morrer nem eu, nem você