SOLUÇÃO EMPRÉSTIMOS

SOLUÇÃO EMPRÉSTIMOS

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

'Gostem ou não gostem, eu sou candidato em 2018', diz Bolsonaro

"É uma perseguição atrás da outra", reclamou o deputado (PSC-RJ) em sessão do Conselho de Ética que analisa o processo por quebra de decoro parlamentar contra o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ)

Agência Estado

O deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) disse se considerar vítima de perseguição política e que nada o impedirá de lançar candidatura à Presidência da República em 2018. "Gostem ou não gostem, eu sou candidato em 2018", avisou.

Bolsonaro se gabou de já ter respondido a 30 processos. "É uma perseguição atrás da outra", reclamou. Para o deputado, o que está em jogo hoje é a tentativa de cassar o direito de expressão dos parlamentares e que continuará usando a tribuna para emitir suas opiniões. "Minha arma são as palavras, minha bomba atômica é a verdade", afirmou.

O deputado participou da sessão do Conselho de Ética que analisa o processo por quebra de decoro parlamentar contra o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) e negou que tenha provocado o colega no episódio da cusparada. Ele disse que renuncia ao mandato se provarem que ele provocou Wyllys no dia da sessão do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

O deputado Capitão Augusto (PR-SP), conhecido por andar com a farda da Polícia Militar paulista pelos corredores da Câmara, saiu em defesa de Bolsonaro e disse que a mídia teme que ele seja candidato em 2018. "Ele é o único político que onde vai é ovacionado", afirmou. Augusto disse que a imprensa protege Wyllys, já que até hoje não houve nenhum editorial criticando o ato do parlamentar contra Bolsonaro. "Logo mais vão dizer que o senhor (Bolsonaro) é culpado", emendou.

Está na pauta da sessão desta tarde do conselho a votação do processo disciplinar contra Bolsonaro e a tendência é de arquivamento. Bolsonaro dedicou seu voto à favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, reconhecido pela Justiça como torturador durante a ditadura militar.

Na sessão do dia 17 de abril, Bolsonaro fez um discurso que causou revolta no plenário. "Nesse dia de glória para o povo brasileiro, tem um nome que entrará para a história nessa data, pela forma como conduziu os trabalhos nessa Casa. Parabéns presidente Eduardo Cunha. Perderam em 64, perderam agora em 2016 Pela família e pela inocência das crianças em sala de aula, que o PT nunca teve. Contra o comunismo. Pela nossa liberdade contra o Foro de São Paulo. Pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff. Pelo Exército de Caxias, pelas nossas Forças Armadas. Por um Brasil acima de tudo e por Deus acima de todos, o meu voto é sim", discursou.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Aviso: nossos colaboradores estão expressando suas opiniões sobre o tema proposto, e esperamos que as conversas nos comentários sejam respeitosas e construtivas. O espaço abaixo é destinado para discussões, para debatermos o tema e criticar ideias, não as pessoas por trás delas.Política de moderação de comentários:
A legislação brasileira prevê a possibilidade de se responsabilizar o blogueiro pelo conteúdo do blog, inclusive quanto a comentários; portanto, o autor deste blog reserva a si o direito de não publicar comentários que firam a lei, a ética ou quaisquer outros princípios da boa convivência. Não serão aceitos comentários anônimos ou que envolvam crimes de calúnia, ofensa, falsidade ideológica, multiplicidade de nomes para um mesmo IP ou invasão de privacidade pessoal / familiar a qualquer pessoa. Comentários sobre assuntos que não são tratados aqui também poderão ser suprimidos, bem como comentários com links. Este é um espaço público e coletivo e merece ser mantido limpo para o bem-estar de todos nós.

- Seja educado. Estar escondido atrás de um computador não dá direito a ninguém de ser diferente do que seria frente a frente.

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.