SOLUÇÃO EMPRÉSTIMOS

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quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Júri popular ocorrido em Ipatinga em 2015 é anulado.

Homem acusado de matar jovem em Ferros será novamente levado aos bancos dos réus.

Por Tati Souza - F5 Notícias.

IPATINGA - Por decisão dos desembargadores da 2º Instância do Tribunal de Justiça de Minhas Gerais – TJMG, numa decisão de 3x 0, foi anulado o júri popular, ocorrido em Ipatinga,  que absolveu da acusação de homicídio duplamente qualificado e duas  tentativas qualificadas, o réu no processo Sebastião Alves Drumond.
O Júri pelo qual Sebastião foi inocentado aconteceu no Fórum da Comarca de Ipatinga, no dia  25 de Agosto 2015.
Sebastião Alves Drumond foi acusado pela morte do jovem Fábio Junior Ferreira, de 25 anos e em seguida ter tentado contra a vida de mais dois colegas, perseguindo, armado, dentro de uma mata, por cerca de duas horas conforme conta a acusação.
RELEMBRE O CRIME:
No dia 19 de Dezembro, após chegar do serviço, por volta de 18h40, Fábio, na companhia de Luciano Dias de Carvalho, 21 anos, Luciano Soares, 18 anos, Cristiano Silva, 28 anos e um adolescente foram disputar uma partida de futebol em uma quadra da escola no distrito. Ao final da partida, ele e seus amigos, resolveram pegar um atalho que dá acesso à rua principal, pois o portão da escola já estava fechado.
Testemunhas contam que os rapazes passaram por debaixo de uma cerca no sentido a rua, Sebastião Drumond saiu por detrás de uma moita de bambu e, armado com uma espingarda calibre 12, efetuou o disparo que atingiu Fábio. Assustados, os amigos correram em direção à rua e contam que foram perseguidos por Sebastião, que continuava a desferir diversos disparos contra eles, nesta altura já com um revólver cal.38.
Fábio ficou sem atendimento no local e teria agonizado até a morte.
Sebastião, após apelações do advogado da família da vitima chegou a ser preso , aguardou preso na cadeia o júri, após ter tido negado todos os pedidos de relaxamento de prisão para que pudesse responder em liberdade.
No júri popular ele foi absolvido das acusações e colocado em liberdade.
O caso revoltou e assustou moradores de Esmeralda. Ganhou repercussão nos bastidores forenses e foi parar novamente na Justiça, após o advogado da família, recorrer da sentença e pedir anulação do resultado.
JURI ANULADO
Após audiência ocorrida na Capital, no dia 20 de Outubro passado, os desembargadores reconheceram falhas na decisão. Apontaram como Infundada a tese de legitima defesa e por decisão manifestamente contraria as provas dos autos, que foram apresentados pelos advogados do então réu. Eles apresentaram a tese de legítima defesa e isto foi aceito pelo conselho de sentença.
Um procurador do Ministério Público em sua fala relatou nos autos do processo que: “nos últimos tempos foi umas das piores decisões da Comarca de Ipatinga que eu já vi”, disse o procurador.
O júri á época foi presidido pelo Juiz Antônio Augusto Calaes de Oliveira e a promotoria ficou sobre cargo de Mateus Beghini Fernandes.
O advogado da família da vítima, Drº Teodorico Alves de Araújo, disse que aceitar a liberdade de um criminoso confesso, seria o mesmo que sentenciar a morte do restante da família, uma vez que o local é um vilarejo, muito pequeno e que por possuir um poder aquisitivo acima dos demais moradores, o réu no processo, Sebastião Alves, impõe um certo militarismo e continua a intimidar os familiares de Fábio, como mãe e irmãos. Ele disse ainda que Sebastião é réu confesso e aponta várias falhas no júri que foi anulado.
Segundo informações dos autos, Sebastião deverá aguardar o novo julgamento em liberdade. Ele, conforme os autos, teria entrado com recurso no STJ pedindo admissibilidade.
“A anulação de um júri de repercussão no Vale do Aço torna-se notória, desperta atenção e responde o aclame dos moradores que se sentem vítimas da impunidade de alguns crimes julgados, onde criminosos são inocentados no País”, nos relatou um estudante da cidade de Ferros, que por motivos de segurança não quis se identificar..

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