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SOLUÇÃO EMPRÉSTIMOS

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Pacto de Desassociação em Massa chega de da dinheiro para associações pelegas

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Moro diz que seria 'afronta' deixar em liberdade os investigados por corrupção no Rio


“Essa necessidade (de prisão) faz-se ainda mais presente diante da notória situação de ruína das contas públicas do governo do Rio de Janeiro. Constituiria afronta permitir que os investigados persistissem fruindo em liberdade do produto milionário de seus crimes, inclusive com aquisição, mediante condutas de ocultação e dissimulação, de novo patrimônio, parte em bens de luxo, enquanto, por conta da gestão governamental aparentemente comprometida por corrupção e inépcia, impõem-se à população daquele estado tamanhos sacrifícios, com aumento de tributos, corte de salários e de investimentos públicos e sociais. Uma versão criminosa de governantes ricos e governados pobres”, disse o juiz.

Ao falar do corte de salários, Moro se referiu ao projeto enviado pelo atual governador Luiz Fernando Pezão à Assembleia Legislativa para tentar equilibrar as finanças do estado. O projeto é um pacote com 21 de medidas impopulares, como os descontos de previdência, que poderiam chegar a 30% dos salários dos servidores públicos da ativa e aposentados, que tramita no Legislativo.

O juiz classificou as provas reunidas pela Força-Tarefa como uma “prática profissional e sofisticada de crimes” contra a administração pública. O magistrado também determinou o bloqueio de até R$ 10 milhões das contas de Cabral, da ex-primeira dama Adriana Ancelmo, do seu braço direito e ex-secretário de governo, Wilson Carlos e de Carlos Emanuel de Cavalho Miranda, o Carlinhos, apontado como um dos operadores do esquema. Todos são investigados no caso de desvios nas obras do Complexo Petroquímico do Rio (Comperj). 

“As provas são da prática reiterada de crimes contra a administração pública e de lavagem de dinheiro. A reiteração delitiva caracteriza risco à ordem pública”, disse Moro,