SOLUÇÃO EMPRÉSTIMOS

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quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Provocações e ataques da oposição quase resultam em briga no plenário da Assembleia



Liderança de Governo ALMG
quinta-feira, 17 de novembro de 2016


Provações feitas por integrantes da oposição por pouco não terminaram em briga no plenário da Assembleia na tarde desta quinta-feira (17). Após dois dias seguidos de acusações e “chacotas” feitas pelo deputado Sargento Rodrigues (PDT) durante as reuniões plenárias, o líder do bloco Compromisso com Minas Gerais, deputado Agostinho Patrus Filho (PV), perdeu a paciência e os dois só não se atracaram porque foram impedidos por outros parlamentares de diferentes partidos.

Rodrigues estava na tribuna fazendo ataques ao governador Fernando Pimentel (PT) e a deputados que votam com o Executivo quando teve início a discussão. Em entrevista à imprensa, Rodrigues alegou que as acusações eram genéricas, mas que “a carapuça serviu porque não citei nome”. Os dois iniciaram uma discussão e o pedetista desceu da tribuna em direção a Agostinho Patrus Filho.

Porém, o líder do bloco Compromisso com Minas Gerais salientou que os problemas com Rodrigues, “infelizmente vêm acontecendo na Assembleia repetidamente”. “Temos aqui um colega de Parlamento que vem a todo momento, com agressividade, enfrentando os colegas dizendo palavras de baixo calão, provocando os parlamentares”, afirmou. “Infelizmente chegamos a esse ponto porque um deputado que vem provocando a todos repetidamente nesta Casa encontrou alguém num determinado momento para dizer a ele: não é desta maneira que você vai tratar seus colegas”, disparou Agostinho Patrus Filho.

Ele lembrou que, na quarta-feira (16), manifestantes ligados a Rodrigues ocuparam as galerias aos berros, atiraram alfaces no plenário e ainda agrediram com pauladas o deputado Paulo Guedes (PT) na porta da Assembleia. Agostinho pediu desculpas à população mineira pelas cenas, mas salientou que o Sargento “repetidamente vem causando problemas à Casa”. Durante a reunião, Rodrigues chegou a reclamar da proibição de manifestantes entrarem com "ripas" na Casa.

“O mesmo parlamentar pegou uma alface atirada das galerias e ficou fazendo chacota com os colegas. Ficou usando uma alface para provocar os companheiros. Não é dessa forma. Aqui é um local de conversa. O Parlamento é para debater e não para se transformar numa praça de guerra”, disse Agostinho Patrus Filho. “O deputado Sargento Rodrigues tem procurado intimidar os parlamentares dessa Casa. Não é dessa forma agressiva, vindo armado para as reuniões, que vai intimidar os parlamentares. A Assembleia tem uma tradição, e a tradição da Assembleia de Minas, a honra da Assembleia de Minas, não vai ser manchada por parlamentares que pegam uma alface e ficam fazendo chacota no plenário. Essa não é a imagem do Parlamento”, acrescentou.

Sobre as declarações de Rodrigues de que deputados votam a favor do governo em troca de “benesses”, Agostinho o desafiou a “provar o que está dizendo”. E lembrou que tem uma trajetória política bem diversa da do colega, eleito após se destacar como um dos líderes da greve da Polícia Militar em 1997, que resultou no assassinato do cabo Valério dos Santos Oliveira, de 36 anos, morto com um tiro na cabeça durante um ato atrás do Palácio da Liberdade.
“Sou votado e estou nessa Casa no meu terceiro mandato porque levo propostas para a população e tenho um histórico na política mineira. Respeito o deputado Sargento Rodrigues, mas tem uma diferença na forma como sou eleito. Não trago gente para cá para bater em parlamentar, não trago gente para cá para jogar coisas no plenário e tenho uma história de vida nessa Casa”, afirmou. “Não estou eleito porque a família de um colega meu, filhos de um colega meu, choraram pela morte de um companheiro. Ele, se utilizando de tudo isso, se elegeu deputado nessa Casa”, concluiu o líder do bloco independente.

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