SOLUÇÃO EMPRÉSTIMOS

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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Sobram fuzis e policiais mortos


Há umas três semanas houve uma reunião em Brasília, na qual se reuniram o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, para discutir um plano nacional de segurança pública. Estavam presentes o Presidente da República, o do Senado, o do Congresso e o do Judiciário.

Como entendo mesmo é de medicina, sugeri, num artigo, que analisassem o quando o SUS gasta com o tratamento das vítimas da violência. Escrevi também rever o que ocorre no sistema de educação, prisioneiro do analfabetismo administrativo. Mas também alertei que, de janeiro a outubro de 2016, foram apreendidos 240 fuzis no Rio de Janeiro, quase um por dia. Para quem não sabe, fuzis são armas de guerra, não são vendidos a civis e não são fabricados no Rio de Janeiro. Por fim, lamentei que o número de policias feridos ou mortos em serviço era alarmante.

Esses dados denotam que a marginalidade no Brasil está tendo um desempenho que me lembra o livro “ZeroZeroZero”, de Roberto Saviano, publicado em 2013. Esse italiano jurado de morte pela máfia após publicar o livro “Gomorra”, não desistiu de seu propósito de revelar as articulações do crime com a economia formal.

No seu último livro descreve o cenário globalizado do lucrativo tráfico das drogas e contempla o Brasil com algumas páginas. Num determinado trecho, avalia que o dinheiro das drogas e a lavagem de dinheiro, de qualquer origem, indicam alianças estreitas entre organizações criminosas - de qualquer natureza -, numa interligação complexa e generalizada. O vínculo com a corrupção atravessa todos os níveis, o que exige uma estreita colaboração internacional das forças de segurança para seguir o caminho do dinheiro.
Interessante! Já vi isso em algum lugar.
Nesse cenário, pesquisando diversas fontes, verifiquei que a média anual de Policias Militares do Rio de Janeiro mortos ou feridos em serviço, vítimas de ação criminosa, passou de 17 mortos e 125 feridos de 2005 a 2014, para 19 mortos e 209 feridos em 2015. Até novembro de 2016 para 29 mortos e 366 feridos. Esses números só são comparáveis aos de países em guerra.

Este ano, já foram apreendidos 279 fuzis e milhares de armas leves utilizados por soldados do tráfico.

Está mais do que claro que a segurança pública é uma obrigação de todos, incluindo o Legislativo e o Judiciário.

Deixo a mensagem de Saviano: “A demanda por cocaína, um problema de segurança e saúde pública, será sempre enorme; quando mais veloz se torna o mundo, mais existe pó; quanto menos tempo há para relações estáveis, para intercâmbios reais, mais há pó.”

Sobram fuzis e policiais mortos no Rio de Janeiro. Até quando?

O GLOBO

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