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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

67º BPM SUBSTITUI 5ª CIA MESP

Em entrevista coletiva do Comandante da 5ª Região de Policia Militar hoje a tarde na sede da RISP, com discurso politicamente coerente com as diretrizes da capital, o comandante falou sobre a implantação do 67º Batalhão em Uberaba, batalhão que terá lugar no bairro Santa Marta, na antiga sede do DENIT. Segundo o entrevistado, Uberaba ganhará muito com essa implantação, segundo ele a polícia estará mais presente e com isso espera-se diminuir a criminalidade na cidade. Fontes da Folha de Uberaba anteciparam que o novo comandante do batalhão, contrariando lideranças da cidade que esperava alguém que já conhecesse a realidade local, deverá ser de fora, o que foi confirmado pelo Cel Eliel.
O comandante colocou que a partir do próximo mês, 45 novas viaturas novas, terceirizadas pelo estado, estarão nas ruas e com o novo batalhão a população não precisará mais esperar a policia, ela estará presente em mais locais.Com a implantação do novo batalhão, assegura, Uberaba contará com cerca de 750 policiais divididos entre os batalhões e com o fim das ROTAMS que utilizavam 4 homens e a implantação das equipes com 2 e 3 homens haverá um ganho considerável de efetivo. O comandante garantu que o novo batalhão já estará em condições de atuar imediatamente, lembrou que o COPOM dividirá o atendimento entre os batalhões e isso também será positivo no sentido de inibir aqueles que ficam na frequencia da PM, já que terão outra canaleta, até a implantação do sistema digital, que acabará definitivamente com o problema. quanto aos recobrimentos, esses serão feitos pelas equipes do Tático Móvel, tanto do 4º batalhão quanto do novo.
Fim da CIA MESP
A questão que incomoda 10 em cada 10 uberabenses foi respondida pelo Coronel com a justificativa de que os homens da 5ª CIA MESP serão redistribuídos e passarão a fazer parte das equipes do Tático Móvel tanto do novo batalhão quanto do 4ºBPM. Ao ser questionado sobre o porquê de não se manter a MESP, a justificativa do coronel foi da não necessidade da mesma na cidade. Em um dos tópicos abordados pelo coronel, ele alega que a ROTAM, por exemplo, não era uma equipe acionada com constância e salienta que o cidadão não recorria a CIA MESP quando precisava da PM e sim ao 4º BPM. Em outro ponto em defesa da extinção da MESP, o coronel avalia que ela só foi acionada em situação confronto uma única vez, mas aí há uma questão que precisa ser avaliada, o confronto com as equipes ROTAMS por exemplo, nas palavras dele, foi apenas um e os outros foram com as demais equipes. Aí vem uma questão; A ROTAM não ser confrontada não seria uma prova de respeito por parte da marginalidade? Esse respeito será estendido às novas equipes? Quando questionado sobre uma posição apresentada pelo deputado Tony Carlos, que falou em cima dos dados que recebeu, sobre o fato de que a MESP só ficava aquartelada e “brincando de ser polícia” o CEL não concordou com essa afirmação e justificou apenas que essa decisão é parte de diretrizes tomadas pelo comando da PM. A FOLHA DE UBERABA ouviu algumas pessoas após a coletiva e apresentou as posições tomadas, no entendimento da maioria dessas pessoas, o fim da MESP representa sim um retrocesso para a cidade e todos veem com preocupação o fato, e temem que na sequência se acabe com a ROCCA e também com a patrulha rural. Por falar na questão rural, foi esquecido pelo comandante, quando se referiu às ações da MESP, as reintegrações de posse em que a equipe foi acionada e ocorrências com bombas, antes da fatídica história dos cabos de vassoura que mobilizaram o GATE de Belo Horizonte, também foi suprimido do discurso apresentado a apreensão de cerca de 110 quilos de drogas feitas pela companhia ao longo dos últimos tempos.
Por fim, fica a percepção que as novas diretrizes da polícia são definidas politicamente e caso permaneça essa tendência, haverá pouco espaço para a polícia de repressão em tempos próximos, a menos que esse caminho se mostre insuficiente para mudar o quadro de violência que impera. Aí o que pode ocorrer é um recomeço em busca do que era o correto, a nós cidadãos, resta torcer…