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SOLUÇÃO EMPRÉSTIMOS

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Pacto de Desassociação em Massa chega de da dinheiro para associações pelegas

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

As dúvidas sobre o futuro, são respondidas olhando o passado


A incerteza, insegurança, e a expectativa de perdas e prejuízos são reais, preocupam, e podem ser irreversíveis. 

*José Luiz Barbosa.

Infelizmente esta a realidade, e que muitos se omitiram, e se negaram a tornar público, e que denunciamos sistematicamente também em nossas publicações, e que hoje se confirmam, e se antes já estava difícil a luta, agora ficará pior, e com expectativas de muitas perdas e prejuízos irreparáveis. 

O futuro já se apresenta com incertezas e dúvidas, e se não houver uma reação dos policiais militares, com a participação maciça dos oficiais, o que hoje é tratado como incerteza, amanhã será contabilizado como perdas, lamentações, descrença, e completa desconfiança institucionalizada, ou seja, será cada um por si.

E como afirmado, nem precisamos citar nomes, já que os responsáveis, são os representantes de classe, sejam presidentes de associações, o comando, bem como os deputados eleitos para defender, proteger, e promover a melhoria da segurança pública, e da necessária e inadiável valorização e respeito profissional.

Mas o que se viu, nos últimos anos foram acordos, alianças, e parcerias, mas não para agir, atuar, e trabalhar em favor dos militares estaduais, mas para fortalecer, e consolidar projetos de poder. 

O único projeto que mereceu atenção, recursos, e prioridade, enquanto a luta pela valorização e defesa da classe, ficou em último plano, ou simplesmente de lá para cá tornou-se um ato para dar satisfação a tropa, mas sem pauta, sem planejamento, e sem disposição.

Os praças, principalmente, são muito passivos, e acreditam no que lhes convém, só que se esquecem que o discurso do comando, e por homose entre os oficiais, é de defender os seus direitos, e fazer o uso da força dos praças na defesa dos seus interesses, a exemplo da carreira jurídica dos oficiais. 

No sentido contrário, citamos a PEC 300, quando e quais associações, ou oficiais participaram, ou apoiaram sua tramitação e aprovação.

Toda escolha tem consequências, e desde a eleição de 1998 que estamos colhendo alguns resultados a conta gota, já que nem o EMEMG que seria uma porta para o futuro, com propostas inovadoras, ousadas, e de completa reformulação da estrutura militarizada da Polícia Militar, que foi pautado na luta do movimento de 1997, e até hoje mesmo sendo determinação constitucional foi desobedecida e descumprida.

Insta destacar, que o anteprojeto do EMEMG que previa a redução de níveis hierárquicos, politica salarial consistente, extinção dos "monstros" chamados batalhões e suas estruturas pesadas, caras e burocráticas, mas foram boicotadas e sabotadas pelo governo e comando, já que nunca houve interesse verdadeiro em reformular a organização policial militar.

Ao contrário o que se viu nos últimos governos foi exatamente o comando trabalhando subservientemente para manter o status quo vigente, privilégios, e mais garantias no caso de uma eventual desmilitarização, que apesar de muitos serem contra, ainda é a salvação para os policias militares, especialmente e com mais razão os praças.

A luta de classe é e sempre foi política, o que não se pode admitir é transforma-la em projeto político pessoal, ou de grupo, afinal a classe está muito acima dos projetos de poder.

Preparem-se para a luta, pois ele só está começando...!

*Advogado criminalista, especialista em ciências penais, sargento da reserva, e ativista de direitos e garantias fundamentais.