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SOLUÇÃO EMPRÉSTIMOS

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Pacto de Desassociação em Massa chega de da dinheiro para associações pelegas

domingo, 22 de janeiro de 2017

Mesmo se você não se interessa muito por temas como política, poder, manipulação social ou teorias conspiratórias, vale a pena ler para ficar esperto. Os grifos e comentários entre colchetes são meus.


O texto abaixo, elaborado pelo lingüista e ativista político Noam Chomsky, já foi tão amplamente replicado na Internet que ficou difícil saber quem o traduziu e tampouco se foi Chomsky mesmo quem o compilou.



Consiste numa lista de estratégias supostamente utilizadas pelas grandes empresas midiáticas como forma de controle social. É um manual do tipo como manipular pessoas – principalmente grandes massas de pessoas.


Mesmo se você não se interessa muito por temas como política, poder, manipulação social ou teorias conspiratórias, vale a pena ler para ficar esperto. Os grifos e comentários entre colchetes são meus.

1- A estratégia da distração:

O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes [novelas, futebol, carnaval, etc.]. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética.

“Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, [trabalhar 12,15 horas por dia para manter um padrão de vida atraente, oferecido pela publicidade] sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto Armas silenciosas para guerras tranqüilas)”.

2- Criar problemas e depois oferecer as soluções:

Este método também é chamado “problema – reação – solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade.

Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3- A estratégia da gradação:

Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4- A estratégia do deferido:

Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado.

Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegar o momento.

5- Dirigir-se ao público como crianças de baixa idade:

A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental.

Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê? “Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestão, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver Armas silenciosas para guerras tranqüilas)”.

6- Utilizar muito mais o aspecto emocional do que o aspecto racional das pessoas:

Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos.

Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos...

7- Manter o público na ignorância e na mediocridade:

Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dadas às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossível para o alcance das classes inferiores (ver Armas silenciosas para guerras tranqüilas)”.

[Qualquer semelhança com o péssimo nível geral da educação no Brasil - um país com ciência e tecnologia precárias, totalmente dependente da tecnologia euro – americana, afinal todos os equipamentos de mídia, computadores, televisões, celulares, foram inventados LÁ - não é mera coincidência].

8- Estimular o público a ser complacente na mediocridade:

Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto… (Será que esses moleques da rua vão chegar muito longe na vida com seus bermudões, correntões e bonés virados?)

9- Reforçar o senso de auto – culpabilidade:

Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto – desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há revolução!

10- Conhecer melhor os indivíduos do que eles mesmos se conhecem:

No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o sistema tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicológica. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.

Particularmente, até acredito que a manipulação das pessoas e grandes massas de manobra exista de fato, até porque ela é visível.

Porém não acredito que a manipulação conspiratória seja algo factível assim. As pessoas e a sociedade me parecem complexas demais para que possam ser assim tão facilmente manipuladas. Tenho a crença de que toda a sociedade, e o modo como ela funciona, e o modo como ela caminha, nada mais é do que a conseqüência precisa da natureza individual humana. O coletivo expressando o indivíduo. Acho que se a Terra fosse limpa de todo e qualquer ser humano e colocassem novamente um casal para começar tudo do zero, dentro de alguns milênios, teríamos o mesmíssimo cenário no qual vivemos.

De qualquer forma, ainda assim acho um texto como este acima válido, porque não é preciso ser muito inteligente para perceber que quando agimos de forma inconsciente, temos nossos atos guiados por influências externas e uma das maiores verdades do mundo é que o que os outros querem mesmo é tirar o dinheiro do nosso bolso.



Por: Ronaud Pereira

Polícia Cidadã

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