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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Tenente-coronel da PM é investigado por corrupção passiva


POR MICHELE MEIRELES

A Polícia Civil abriu inquérito para apurar uma denúncia de corrupção passiva que envolve um tenente-coronel da Polícia Militar de Juiz de Fora. O caso está sendo investigado pelo delegado Rodolfo Rolli. Segundo ele, o pedido para a abertura do procedimento foi feito pela 15ª Promotoria na última semana. Além disso, a Corregedoria da PM também abriu processo administrativo para verificar a veracidade da denúncia. O policial investigado é ex-comandante do 27º Batalhão da PM,  que ainda está na ativa, e, segundo um boletim de ocorrência, registrado em 28 de novembro do ano passado, ele teria usado de seu cargo para tentar obter vantagens financeiras de empresários, principalmente do setor de postos de combustíveis, dos quais receberia R$2 mil por mês.

Conforme o documento policial, o oficial teria ligado para proprietários de postos de combustíveis e de estabelecimentos comerciais de grande movimentação financeira para oferecer a implantação de pontos de registros de ocorrência, locais onde os militares vão para confeccionar os documentos policiais. Com a implantação dos pontos, há mais presença de agentes, que vão aos locais constantemente. Porém, segundo a ocorrência, para que os pontos fossem instalados, os empresários precisariam pagar ao ex-comandante a quantia R$2 mil por mês, que deveria ser entregue pessoalmente a ele. O boletim de ocorrência não esclarece por quanto tempo a situação teria ocorrido.

O delegado Rodolfo Rolli disse apenas que está investigando os fatos e que não podia dar outros detalhes. A Tribuna fez contato com a 15ª Promotoria, cujo promotor responsável é Paulo Emílio Coimbra do Nascimento, e aguarda seu retorno.

Por nota, a assessoria de comunicação da 4ª Região da Polícia Militar esclareceu que “é de conhecimento do comando a suposta acusação envolvendo o oficial lotado na 4ª Região da Polícia Militar em Juiz de Fora e que já fora instaurado processo administrativo pela Corregedoria para apurar os fatos. Os envolvidos serão devidamente ouvidos respeitando a ampla defesa e o contraditório bem como o devido processo legal em compromisso inarredável com a lisura, transparência e os preceitos constitucionais.O oficial não exerce função de comando desde janeiro de 2016.”A Tribuna também tentou falar com o investigado, mas ainda não conseguiu.