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SOLUÇÃO EMPRÉSTIMOS

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Pacto de Desassociação em Massa chega de da dinheiro para associações pelegas

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Parabéns Rafael Augusto Mateus Machado, 2º ten PM Comandante do 2º Pelotão/ 1ª Companhia Independente

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TERCEIRA REGIÃO DA POLÍCIA MILITAR 
PRIMEIRA COMPANHIA DA POLÍCIA MILITAR INDEPENDENTE 

Nota à população novalimense 

Na noite de 25 de maio do corrente ano, na Associação Comunitária do Bairro Cabeceiras, ao lado da Igreja São José, ocorreu uma reunião comunitária que contou com a presença do Prefeito Vítor Penido.

Na ocasião, um morador de nome Gilberto, membro da associação de moradores, e empregado da empresa Vale, demonstrou indignação com o fato de alguns policiais militares realizarem seus lanches na Padaria Centauro, na avenida Presidente Kennedy, no mesmo bairro. O cidadão levou este fato para o conhecimento do Prefeito e exigiu providências. Como não havia representante da Polícia Militar naquela ocasião para responder à questão posta pelo morador, valho-me deste documento para, em nome da Polícia Militar de Minas Gerais dar a oportuna resposta, agasalhado pelo entendimento que o diálogo e o esclarecimento é a melhor forma de interação entre Polícia e comunidade.

Primeiramente, prefeito não é chefe de polícia. Desta feita, adianto que qualquer cidadão que se sentir insatisfeito com o serviço policial militar pode se dirigir diretamente ao quartel e formalizar sua demanda junto ao Comandante.

A Padaria Centauro não fornece nenhum produto ou serviço de forma gratuita aos militares. Tudo o que é consumido é prontamente pago. Esse fato pode ser confirmado em simples entrevista a qualquer funcionário do estabelecimento. Os militares, dentre os quais eu me incluo, optam por se alimentarem ali seguindo as regras capitalistas impostas pela livre concorrência: o local é asseado, o atendimento é bom e o preço é justo.

Acaso os produtos não fossem pagos, repetindo: o que não ocorre no caso em questão, isso seria uma opção do dono ou da gerência do estabelecimento. Na sociedade livre e democrática em que vivemos, não há que se falar em proibir um comerciante de ceder ou doar seus produtos, bens ou serviços a qualquer classe de pessoas, servidores públicos ou não. Ou seja, de forma simples e objetiva, se o dono é dono, ele dá o que quiser a quem quiser.

Os turnos das equipes de patrulhamento de serviço na cidade de Nova Lima são de dez ou doze horas. Acreditamos que na Vale ou em qualquer outra empresa privada, seja por regras de Direito do Trabalho, seja por questões humanitárias, não se exige que o empregado trabalhe um turno tão longo sem se alimentar.

Para o militar no serviço operacional de rua não há um horário previamente reservado para a sua alimentação. Com a autorização do coordenador do turno, ele se alimenta próximo da viatura, com o rádio ligado e atendo a qualquer demanda. Não há horário para almoço, jantar ou lanche. Enquanto come, ele está alerta, de prontidão, de serviço.

Por derradeiro, manifesto minha satisfação em perceber a natureza vazia e trivial da reclamação do cidadão. Vejo na TV todos os dias cidadãos de outros Estados da Federação reclamando serem vítimas de abusos e agressões por parte de policiais militares; vítimas de balas perdidas; de extorsões ou pedidos de propinas, de invasões de domicílio, de lesões corporais. Analiso e concluo: feliz e afortunada é a população que pode se dar ao luxo de se indignar pelo fato de os militares que a servem e protegem estarem apenas comendo...

Nos colocamos a disposição da associação de moradores para qualquer esclarecimento adicional e desejamos aos militares um bom apetite.


Nova Lima em 26 de maio de 2017



Rafael Augusto Mateus Machado, 2º ten PM
Comandante do 2º Pelotão/ 1ª Companhia Independente